O corte de cabelo do meu mordomo igual ao meu não me soou como imitação.
Muitos sociólogos costumam me imitar. Eu lhes digo sempre que não tenho raiva, pois se fosse incompetente como eles, e se a sociologia não me fosse tão abundante, eu não copiaria Ewerton Clides, como eles fazem, porque neste caso eu, Ewerton Clides, não existiria para ser copiado.
O cabelo de meu mordomo não foi uma cópia. Foi uma homenagem! Se ele copiasse, não teria me olhado orgulhoso, ávido para que seu cucuruto fosse visto na parte mais adequada de meus óculos. Se ele copiasse, fingiria que não era cópia! Se ele copiasse, não receberia bonificação na janta. E se ele copiasse, não seria meu mordomo, porque mordomo de Ewerton Clides homenageia, não copia.
Para ser meu mordomo é preciso ter altivez própria. Fora que ela detestaria ver a mim, Ewerton Clides, com um mordomo que não fosse digno de mim.
terça-feira, 17 de julho de 2007
Humor-domo
Amor de mordomo é essencialmente irrealisável.
Meu mordomo me olhou esquisito no dia vinte e dois. Eu sei que foi no dia vinte e dois porque assim que ele me olhou esquisito, perguntei-lhe a data. Se ele dissesse um número, não seria a data motivo de alguma coisa; e se ele respondesse alguma coisa diferente - como, por exemplo, hoje é dia de pintar o bigode! - , seria esse o motivo. Mas ele disse número: vinte e dois. Deu para reparar que não sei do mês, porque quando ele disse, eu sabia o mês. Hoje, não mais.
Então ele colocou a xícara vazia em cima da geladeira, do jeito que eu gosto.
- Ele quem? Ele não tem nome? É só mordomo?
Ele tem nome. Que não direi para não valorizá-lo. Todos quererão tê-lo como mordomo, o mordomo de Ewerton Clides! E levá-lo a festas só para dizer que está com o mordomo de Ewerton Clides!
Mas o motivo de eu não dizer o nome é unicamente o de que ele não sairia por motivos de ordem financeira! Porque ser meu mordomo não é somente ter um salário de mordomo de Ewerton Clides! É ser o mordomo de Ewerton Clides!
E o mordomo de Ewerton Clides, o meu mordomo, colocou a xícara vazia em cima da geladeira. Então colocou o chá de erva cidreira no vazio, onde deveria estar a xícara que não em cima da geladeira. Este é meu ritual porque assim aconteceu no dia que a conheci.
Mas desta vez, enquanto limpava o meu paletó de café da manhã, meu mordomo abaixou a cabeça, cujo cucuruto ficou na exata posição em que as lentes de meus óculos melhor funcionam: ele cortou o cabelo igual ao meu!
Como é sabível ao olhar na foto do prefácio de meu último livro - a sociologia é um CD-R: nãu funciona legal em discmans antigos - meu cabelo inexiste no cucuruto. E meu mordomo é jovem, teria cabelo onde quisesse! E não o quis no cucuruto: raspou o cabelo do cucuruto somente para ficar igual a mim.
Meu mordomo me olhou esquisito no dia vinte e dois. Eu sei que foi no dia vinte e dois porque assim que ele me olhou esquisito, perguntei-lhe a data. Se ele dissesse um número, não seria a data motivo de alguma coisa; e se ele respondesse alguma coisa diferente - como, por exemplo, hoje é dia de pintar o bigode! - , seria esse o motivo. Mas ele disse número: vinte e dois. Deu para reparar que não sei do mês, porque quando ele disse, eu sabia o mês. Hoje, não mais.
Então ele colocou a xícara vazia em cima da geladeira, do jeito que eu gosto.
- Ele quem? Ele não tem nome? É só mordomo?
Ele tem nome. Que não direi para não valorizá-lo. Todos quererão tê-lo como mordomo, o mordomo de Ewerton Clides! E levá-lo a festas só para dizer que está com o mordomo de Ewerton Clides!
Mas o motivo de eu não dizer o nome é unicamente o de que ele não sairia por motivos de ordem financeira! Porque ser meu mordomo não é somente ter um salário de mordomo de Ewerton Clides! É ser o mordomo de Ewerton Clides!
E o mordomo de Ewerton Clides, o meu mordomo, colocou a xícara vazia em cima da geladeira. Então colocou o chá de erva cidreira no vazio, onde deveria estar a xícara que não em cima da geladeira. Este é meu ritual porque assim aconteceu no dia que a conheci.
Mas desta vez, enquanto limpava o meu paletó de café da manhã, meu mordomo abaixou a cabeça, cujo cucuruto ficou na exata posição em que as lentes de meus óculos melhor funcionam: ele cortou o cabelo igual ao meu!
Como é sabível ao olhar na foto do prefácio de meu último livro - a sociologia é um CD-R: nãu funciona legal em discmans antigos - meu cabelo inexiste no cucuruto. E meu mordomo é jovem, teria cabelo onde quisesse! E não o quis no cucuruto: raspou o cabelo do cucuruto somente para ficar igual a mim.
Careconização
O direito de propriedade intelectual da careca surgiu em virtude da reclamação óbvia de que se todas as coisas lisas podem servir de tela para obra de arte, a careca também pode ser uma. Inclusive eu, Ewerton Clides, escrevi uma petição para que se homologasse o que chamei, na época, de "tela viva, a única que sua".
Um dos maiores obstáculos para a aprovação, foi a constante implicância da sociedade como um toldo sobre as várias carecas do mundo. Diriam que seria preciso homologar cada careca, pois além da diferença óssea, havia, na época, a diferença entre o tamanho das carecas e das cores delas. Esta implicância, claro, é pertinente. Mas eu, Ewerton Clides, por ser Ewerton Clides tive a opinião prevalecida. Inclusive as críticas mais árduas foram relevadas.
A aprovação foi recebida com muita festa entre os sociólogos em geral, porque sociólogos costumam ser carecas, e os que não são, sociólogos não podem ser. E eu, Ewerton Clides, fiquei muito satisfeito com o status comprovado.
Mas hoje comprei uma tinha a gouache e a pintei na careca com o dedinho. Suei e fiquei com a cara inteira colorida!
Um dos maiores obstáculos para a aprovação, foi a constante implicância da sociedade como um toldo sobre as várias carecas do mundo. Diriam que seria preciso homologar cada careca, pois além da diferença óssea, havia, na época, a diferença entre o tamanho das carecas e das cores delas. Esta implicância, claro, é pertinente. Mas eu, Ewerton Clides, por ser Ewerton Clides tive a opinião prevalecida. Inclusive as críticas mais árduas foram relevadas.
A aprovação foi recebida com muita festa entre os sociólogos em geral, porque sociólogos costumam ser carecas, e os que não são, sociólogos não podem ser. E eu, Ewerton Clides, fiquei muito satisfeito com o status comprovado.
Mas hoje comprei uma tinha a gouache e a pintei na careca com o dedinho. Suei e fiquei com a cara inteira colorida!
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Abuda
A sociedade como um toldo notou minha ausência. Como um toldo que não tinha o que cobrir! A sociedade sem eu, Ewerton Clides, é um toldo no deserto cobrindo areia!
E em minha ausência notei outra, incrivelmente mais significante que a minha. Eu não tinha mais toldo! Eu era um albino no deserto sem toldo!
Agora estou aqui. E até bronzeei-me artificialmente para ficar mais atraente. Agora que não sou mais albino, tenho o toldo!
Eu, no seu lugar, gostaria de saber o que fiz nesta ausência. Então você não deve ter pensado isso, porque você não sou eu. E como você não é eu, não pensa como Ewerton Clides, embora seja muito possível que tenha em sua mente o pensamento ewertonclidiano muito avançado.
Contar-lhes-ei o que fiz enquanto o toldo estava descoberto.
Estudei deveras para me tornar um muçulmano. A religião muçulmana sempre me foi atrativa, principalmente por sua parecença com a palavra mussarela, queijo que me cai muito bem. Mas semelhança com queijo não é suficiente para mobilizar a mim, Ewerton Clides. Pois foi somente quando vi nesta religião a possibilidade do casamento arranjado foi que procurei na lista telefônica o endereço da igreja muçulmana mais próxima de minha residência.
Aqui, o leitor deve ter notado o meu primeiro engano. Como procurar endereço na lista telefônica?
Mas foi somente errando o caminho à padaria que avistei uma bela igreja evangélica. Então pude perguntar a quem entrava onde havia por perto uma igreja muçulmana.
- Otomana?
Não, eu havia dito muçulmana muito claramente, não sei como aquela mulher feia não me entendeu.
- Mas meu senhor, foi isto mesmo que eu ouvi e lhe disse: - "Muçulmana."
Então foi desfeito o engano: eu era quem havia ouvido errado. Mas sou sociólogo, e uma surdez ligeira é para a sociologia o que a nuvem é para uma criança solitária que aponta o céu e diz: - "Olha, mãe! Não parece um elefante?". Ao que a mãe responde que não, com o intuito correto de não dar à criança nuvens para a imaginação.
A igreja era aquela mesma. Eu também havia lido errado. Não era evangélica. É que vou à padaria sem óculos.
Rapidamente enturmei com aquela comunidade sem reservas. Elas gostaram da minha careca brilhante que eu dizia ser proposital. E eu gostei daquelas barbas que eles diziam ser propositais.
Nosso relacionamento teve somente um entrevero, suficiente para pôr abaixo meu plano do casamento arranjado. Foi que perguntei de Abuda, inoportunamente colocando um A frente à palavra do deus deles. Eles perdoaram o engano, mas não perdoaram que eu achasse que o engano era por ser Abuda ao invés de Buda.
Expulso da igreja, fui à padaria e comprei pães - cinco deles.
E em minha ausência notei outra, incrivelmente mais significante que a minha. Eu não tinha mais toldo! Eu era um albino no deserto sem toldo!
Agora estou aqui. E até bronzeei-me artificialmente para ficar mais atraente. Agora que não sou mais albino, tenho o toldo!
Eu, no seu lugar, gostaria de saber o que fiz nesta ausência. Então você não deve ter pensado isso, porque você não sou eu. E como você não é eu, não pensa como Ewerton Clides, embora seja muito possível que tenha em sua mente o pensamento ewertonclidiano muito avançado.
Contar-lhes-ei o que fiz enquanto o toldo estava descoberto.
Estudei deveras para me tornar um muçulmano. A religião muçulmana sempre me foi atrativa, principalmente por sua parecença com a palavra mussarela, queijo que me cai muito bem. Mas semelhança com queijo não é suficiente para mobilizar a mim, Ewerton Clides. Pois foi somente quando vi nesta religião a possibilidade do casamento arranjado foi que procurei na lista telefônica o endereço da igreja muçulmana mais próxima de minha residência.
Aqui, o leitor deve ter notado o meu primeiro engano. Como procurar endereço na lista telefônica?
Mas foi somente errando o caminho à padaria que avistei uma bela igreja evangélica. Então pude perguntar a quem entrava onde havia por perto uma igreja muçulmana.
- Otomana?
Não, eu havia dito muçulmana muito claramente, não sei como aquela mulher feia não me entendeu.
- Mas meu senhor, foi isto mesmo que eu ouvi e lhe disse: - "Muçulmana."
Então foi desfeito o engano: eu era quem havia ouvido errado. Mas sou sociólogo, e uma surdez ligeira é para a sociologia o que a nuvem é para uma criança solitária que aponta o céu e diz: - "Olha, mãe! Não parece um elefante?". Ao que a mãe responde que não, com o intuito correto de não dar à criança nuvens para a imaginação.
A igreja era aquela mesma. Eu também havia lido errado. Não era evangélica. É que vou à padaria sem óculos.
Rapidamente enturmei com aquela comunidade sem reservas. Elas gostaram da minha careca brilhante que eu dizia ser proposital. E eu gostei daquelas barbas que eles diziam ser propositais.
Nosso relacionamento teve somente um entrevero, suficiente para pôr abaixo meu plano do casamento arranjado. Foi que perguntei de Abuda, inoportunamente colocando um A frente à palavra do deus deles. Eles perdoaram o engano, mas não perdoaram que eu achasse que o engano era por ser Abuda ao invés de Buda.
Expulso da igreja, fui à padaria e comprei pães - cinco deles.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
As mulheres
Quarta-feira passada, estava eu Ewerton Clides recitanto um tratado de sociologia ewertonclidiana escrito por mim, Ewerton Clides, no tempo em que o termo ewertonclidiana mal era divulgado pelas ilustres universidades brasileiras. Terminei o pronunciamento com a frase finalité, igualité y sociolité. Eu não sei francês; nem os que me ouviam. Por isso, o efeito produzido foi tamanho, que não seria alcançado nem se eu dissesse corretamente os termos! Aplaudiram-me como se deve aplaudir alguém com o status de Ewerton Clides. Ainda mais quando o alguém que tem o status de Ewerton Clides é o próprio Ewerton Clides! No meio dos aplausos, eu repetia finalité, igualité y sociolité! muitas vezes, mas ninguém ouviu, pela incomensurável quantidade de decibéis propalada pelas palmas sociológicas.
Desci de um degrau e dirigi-me ao local reservado a fumantes. Sempre disponibilizo locais reservados a fumantes em minhas palestras, porque não permito a entrada de fumantes! É para eu poder ficar sozinho. Mas um intruso veio até mim e perguntou como se compreendia as mulheres! Olhei estupefato àquele sujeitinho. Um sujeitinho, sim! Como não saber das mulheres? Disse-lhe, primeiramente, que no mercado de trabalho atual, compreender as mulheres tornou-se mais fundamental até do que a compreensão da língua inglesa! Para não falar, pois, das mulheres inglesas! Mas mulher inglesa, eu, Ewerton Clides, nunca vi! Já escrevi muito a respeito, mas ver, nunca!
Peremptoriamente, disse-lhe: - "Eu vou falar. Mas não devia!". E o que falei ao sujeitinho, transcreverei aqui:
"Eu gosto de uma loira. Mas como diria eu mesmo, Ewerton Clides, nem tudo que reluz é loira! Talvez você ache alguma morena tentadora." E como ele me olhasse esquisito, esquisito mesmo, eu disse: - "Quer bolacha?". Ele quis, e eu lhe dei uma bela bolacha sabor morango.
Desci de um degrau e dirigi-me ao local reservado a fumantes. Sempre disponibilizo locais reservados a fumantes em minhas palestras, porque não permito a entrada de fumantes! É para eu poder ficar sozinho. Mas um intruso veio até mim e perguntou como se compreendia as mulheres! Olhei estupefato àquele sujeitinho. Um sujeitinho, sim! Como não saber das mulheres? Disse-lhe, primeiramente, que no mercado de trabalho atual, compreender as mulheres tornou-se mais fundamental até do que a compreensão da língua inglesa! Para não falar, pois, das mulheres inglesas! Mas mulher inglesa, eu, Ewerton Clides, nunca vi! Já escrevi muito a respeito, mas ver, nunca!
Peremptoriamente, disse-lhe: - "Eu vou falar. Mas não devia!". E o que falei ao sujeitinho, transcreverei aqui:
"Eu gosto de uma loira. Mas como diria eu mesmo, Ewerton Clides, nem tudo que reluz é loira! Talvez você ache alguma morena tentadora." E como ele me olhasse esquisito, esquisito mesmo, eu disse: - "Quer bolacha?". Ele quis, e eu lhe dei uma bela bolacha sabor morango.
terça-feira, 12 de junho de 2007
O flato social
Ela olhou em minha direção, abriu os braços, e veio andando. Olhava uma palma à minha esquerda, e pensei que meu amor, não há problemas com a sua vesguice! Pois ela passou reto. Sua felicitação, sua abertura de braços, seus passos, não foram para mim, Ewerton Clides!
Sentei num banco à esquerda. Um fã, reconhecendo-me, veio debater sociologia. Eu concordei com tudo, e disse-lhe, meu querido, você será um ótimo sociólogo, se continuar assim. E o fã, fã que era, estranhou! O que foi que, Ewerton Clides?, disse ele ainda feliz por eu ter-lhe dito que será um ótimo sociólogo. Sem se preocupar comigo, perguntou-me o que foi. E como ela não se preocupou comigo, achei certo não se preocupar comigo. Disse-lhe:
- Soltaram um pum no meu coração aerado.
Quem, Ewerton Clides? Quem soltou um pum no seu coração aerado?!
- Saia já daqui! Mas antes, lhe digo: é loira!
Sentei num banco à esquerda. Um fã, reconhecendo-me, veio debater sociologia. Eu concordei com tudo, e disse-lhe, meu querido, você será um ótimo sociólogo, se continuar assim. E o fã, fã que era, estranhou! O que foi que, Ewerton Clides?, disse ele ainda feliz por eu ter-lhe dito que será um ótimo sociólogo. Sem se preocupar comigo, perguntou-me o que foi. E como ela não se preocupou comigo, achei certo não se preocupar comigo. Disse-lhe:
- Soltaram um pum no meu coração aerado.
Quem, Ewerton Clides? Quem soltou um pum no seu coração aerado?!
- Saia já daqui! Mas antes, lhe digo: é loira!
Fato social elegante
Estava eu, Ewerton Clides, a presenciar solenemente uma corrida de cavalos. Repousei meu chapéu ao peito, segurando-o com a mão esquerda desmunhecada; baixei a cabeça, os óculos, e levantei os olhos. Protuberei a ponta dos meus lábios, como quem entende muito de cavalos e se importa muito pouco com pessoas. Em minha frente, sentou uma mulher alta: ela pareceu mais alta do que é, e eu pareci mais baixo que sou.
segunda-feira, 11 de junho de 2007
a zar
Bem quando a gente ama, a gente percebe que existe azar. Porque sempre meu monitor não ligou, e eu nunca achei ruim. E quando alguém me encoxava no ônibus, achava que era casual. Se eu pisava no cocô, ainda quentinho, limpava e pronto. MAS AGORA, MEU BEM!, TUDO MUDOU!
Se meu monitor não liga, eu sei que ela está me esperando!, e que não conseguirei falar com ela por causa deste simplório entrevero! Se alguém me encoxa no ônibus, bem... nunca ninguém me encoxou no ônibus! Sou muito baixinho para coxas. Falei para dar um exemplo e deixar o texto mais achatado, mais volumoso, mais calliente! E se eu piso no cocô, percebo que fico com o cheiro o resto dos tempos, e ela repara muito bem! Pensa que não? Para abaixar a sobrancelha:
Aquele dia, eu tinha pisado no cocô. Ela veio falar comigo, e disse: "Oi, humm, Ew!". O hummm foi o problema! O humm é o momento em que ela sentiu o cheiro! Mas nesta hora, ela pensou que fosse momentâneo, não meu. Mas ela foi ver o que tava passando na televisão, coisa de pato, e voltou! Percebeu a diferença de cheiros entre os recintos! E que o cheiro ruim era meu! Então ela disse que era dia de comprar legumes e foi embora! AZAR, AZARZÃO! Por que eu fui pisar ali, por quê?!
Antes, pisar ou não pisar era nada. Agora, é um grande azar!
Se meu monitor não liga, eu sei que ela está me esperando!, e que não conseguirei falar com ela por causa deste simplório entrevero! Se alguém me encoxa no ônibus, bem... nunca ninguém me encoxou no ônibus! Sou muito baixinho para coxas. Falei para dar um exemplo e deixar o texto mais achatado, mais volumoso, mais calliente! E se eu piso no cocô, percebo que fico com o cheiro o resto dos tempos, e ela repara muito bem! Pensa que não? Para abaixar a sobrancelha:
Aquele dia, eu tinha pisado no cocô. Ela veio falar comigo, e disse: "Oi, humm, Ew!". O hummm foi o problema! O humm é o momento em que ela sentiu o cheiro! Mas nesta hora, ela pensou que fosse momentâneo, não meu. Mas ela foi ver o que tava passando na televisão, coisa de pato, e voltou! Percebeu a diferença de cheiros entre os recintos! E que o cheiro ruim era meu! Então ela disse que era dia de comprar legumes e foi embora! AZAR, AZARZÃO! Por que eu fui pisar ali, por quê?!
Antes, pisar ou não pisar era nada. Agora, é um grande azar!
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Mais um texto de mamã!
Eu gosto de abóbora como quem gosta de cenoura: prefiro as laranjas!
Comecei com uma frase culinária porque hoje vem um texto de mamã! Porque todos pediram. E quem não pediu, não pediu porque é bobo! Ou porque sabe que eu, Ewerton Clides, detesto que peçam as coisas. Mas como saber disso se nunca falei? A não ser que você seja íntimo, e saiba de coisas que não deve! Se assim for, continue sem pedir as coisas, porque vai acabar deixando-me constrangido, porque comentário é coisa pública e séria! O texto de mamãe:
"Hoje eu não vou escrever."
Senhora Clides
Comecei com uma frase culinária porque hoje vem um texto de mamã! Porque todos pediram. E quem não pediu, não pediu porque é bobo! Ou porque sabe que eu, Ewerton Clides, detesto que peçam as coisas. Mas como saber disso se nunca falei? A não ser que você seja íntimo, e saiba de coisas que não deve! Se assim for, continue sem pedir as coisas, porque vai acabar deixando-me constrangido, porque comentário é coisa pública e séria! O texto de mamãe:
"Hoje eu não vou escrever."
Senhora Clides
A sobrancelha esquerda!
Comprei um baralho dos bons, porque, meu amigo, ele me disse que ela gosta é de sueca! Treinei, tive aulas com um professor português, e fui a ela:
- Benzinho, vamos tirar uma sueca?
Ela levantou as sobrancelhas e perguntou-me o que é sueca! Ele estava perto de mim e riu-se por eu ter acreditado que sueca era o esporte preferido dela! Olhei para trás, aproximadamente a setenta e oito graus, e disse:
- Caro colega! Fiz tudo isso para ela levantar a sobrancelha esquerda deste jeito!
- Benzinho, vamos tirar uma sueca?
Ela levantou as sobrancelhas e perguntou-me o que é sueca! Ele estava perto de mim e riu-se por eu ter acreditado que sueca era o esporte preferido dela! Olhei para trás, aproximadamente a setenta e oito graus, e disse:
- Caro colega! Fiz tudo isso para ela levantar a sobrancelha esquerda deste jeito!
quinta-feira, 7 de junho de 2007
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Pêlos: se não têlos, como sabê-los?
Falar-lhes-ei de uma coisa que pensava eu, já havia-lhes dito.
Pois ontem fui dormir pensando na dispendiosa desfaçatez que tive por revelar a minha fragilidade nas nádegas. Ainda disse do jeito que prefiro para a dobra de cuecas! E publiquei um texto de minha mãe, a senhora Clides, senhora talentosíssima! E de tanto pensar, levantei. Fui até meu guarda-roupas e peguei meu whiskey. Fiquei a admirá-lo.
Eu não tomo whiskey. Detesto os álcoois. Mas me agrada muito saber das coisas que mais velhas, ficam melhores. Assim peguei minha garrafa e pude admirá-la e sorrir! Mas o que faltava era: UM TEXTO SOBRE A NECESSIDADE MASCULINA DE UMA QUANTIDADE MÍNIMA DE PÊLOS!
Sim! Que eu sempre pensei nisso. E achei que havia aqui publicado esta idéia! E não uma vez, somente! Não! Várias vezes! Mas, como você sabe, não publiquei nenhuma vez.
Os homens tem uma necessidade de ter uma quantidade mínima de pêlos. A quantidade, não sei qual é, mas existe. A explicação é simples: Vocês já repararam que sempre que um homem fica careca, a barba dele cresce como que simultaneamente? O homem deixa a barba crescer quando faltam os pêlos da cabeça, para não sentir a desmoralização causada pela despelinização!
Já vi homens que não possuíam barba farta, e perderam os cabelos pela calvície. Notei, então, ao abraçá-los, que o peito estava mais fofinho. Sim! Os pêlos do peito se manifestaram em solidariedade à virilidade do sujeito.
Mas posso ver que você tem a sobrancelha esquerda levantada. Eu não posso ver, é claro. Mas adivinho muito bem! Tanto que agora você baixou só para fingir que é mentira. Levanta de volta, por favor? Eu adoro quando você faz assim! Para baixar esta bela sobrancelha com naturalidade, reservo-lhe o próximo parágrafo.
Por que você acha que os velhos possuem pêlos na orelha?
Mas cuidado. Pêlos! Eu disse: PÊLOS.
Pois ontem fui dormir pensando na dispendiosa desfaçatez que tive por revelar a minha fragilidade nas nádegas. Ainda disse do jeito que prefiro para a dobra de cuecas! E publiquei um texto de minha mãe, a senhora Clides, senhora talentosíssima! E de tanto pensar, levantei. Fui até meu guarda-roupas e peguei meu whiskey. Fiquei a admirá-lo.
Eu não tomo whiskey. Detesto os álcoois. Mas me agrada muito saber das coisas que mais velhas, ficam melhores. Assim peguei minha garrafa e pude admirá-la e sorrir! Mas o que faltava era: UM TEXTO SOBRE A NECESSIDADE MASCULINA DE UMA QUANTIDADE MÍNIMA DE PÊLOS!
Sim! Que eu sempre pensei nisso. E achei que havia aqui publicado esta idéia! E não uma vez, somente! Não! Várias vezes! Mas, como você sabe, não publiquei nenhuma vez.
Os homens tem uma necessidade de ter uma quantidade mínima de pêlos. A quantidade, não sei qual é, mas existe. A explicação é simples: Vocês já repararam que sempre que um homem fica careca, a barba dele cresce como que simultaneamente? O homem deixa a barba crescer quando faltam os pêlos da cabeça, para não sentir a desmoralização causada pela despelinização!
Já vi homens que não possuíam barba farta, e perderam os cabelos pela calvície. Notei, então, ao abraçá-los, que o peito estava mais fofinho. Sim! Os pêlos do peito se manifestaram em solidariedade à virilidade do sujeito.
Mas posso ver que você tem a sobrancelha esquerda levantada. Eu não posso ver, é claro. Mas adivinho muito bem! Tanto que agora você baixou só para fingir que é mentira. Levanta de volta, por favor? Eu adoro quando você faz assim! Para baixar esta bela sobrancelha com naturalidade, reservo-lhe o próximo parágrafo.
Por que você acha que os velhos possuem pêlos na orelha?
Mas cuidado. Pêlos! Eu disse: PÊLOS.
terça-feira, 5 de junho de 2007
um trecho da obra da senhora Clides, a mãe do Ewerton Clides (ele mesmo!)
Na escrita última, falei de minha mãe. Mulher talentosíssima, que não teria minha admiração, não fosse minha mãe. Talento é para gente preguiçosa. Eu a acharia preguiçosa, não a tivesse visto tirar todos os caroços todos os dias de minhas azeitonas, por exemplo.
Vou publicar um texto de minha mãe. Como não a admiraria se não fosse minha mãe, não publicaria o texto da senhora Clides, fosse a senhora Clides a senhora Holmes. E como sou mencionado no texto - talvez seja por isso que o publique - como filho, eu não o publicaria se ela não fosse minha mãe. Imagine se na hora que fosse o filho referido, estivesse escrito Ewerton Holmes - seguindo, ainda, o exemplo da mãe com sobrenome Holmes.
"
Escrevo como quem tira caroços de azeitonas para o filho que adora caroço de azeitona. Ou seja, escrevo como eu mesma.
Meu filho tira caroço de azeitona de forma estranha. Todo mundo que já vi, tira caroço de azeitona, é para comer a azeitona. Meu filho, Ewerton Clides, gosta que se tire caroço de azeitona para admirar o caroço. E porque ele gosta de olhar, de só olhar, eu mesma tiro.
MAS DETESTO CRIANÇA MIMADA!
Então eu digo, que se o senhorzinho não comer ao menos um caroço, sabe o que eu faço? Faço o senhorzinho comer dois caroços! E o segundo vai ter que mastigar!
O marido reclamaria, mas morreu mesmo.
E se reclamasse, eu diria primeiro que é dente de leite! E depois, olharia feio, mas muito feio - sou muito feia, então meio olhar feio, é feio-feio -, e diria, por que morreu?! Morreu e agora vem reclamar?!
As lágrimas que estão neste papel servem para externar a terna mulher que sou.
A frase que escrevi na linha acima é para ninguém pensar que sou sapatão.
E vou escrever uma receita, porque mulher que não sabe cozinhar só pode ser sapatão.
Adianto também que é uma receita copiada. Que mulher que inventa receita, não é mulher.
INGREDIENTES:
massa
um teco de farinha de trigo
manda leite!
ovos
4 colheres (sopa)
sal a gosto
Recheio:
carne moída
2 colheres (sopa) de cebola picadinha ou ralada
½ tomate cortado em cubos
MODO DE PREPARO:
Mistura tudo e fica fria. Fica fria você, que a massa vai pro forno, junto com o recheio.
Fim da receita.
Deu uma trabalheira danada de copiar essa receita aqui, então é para fazer, ouviu? Ouviu?! Falo grosso, que é para você fazer mesmo! E me seguro para não dizer-lhe palavrão na sua cara macia de menininha! Vai ficar uma delícia, querida!
"
Senhora Clides - a mãe de Ewerton Clides
Vou publicar um texto de minha mãe. Como não a admiraria se não fosse minha mãe, não publicaria o texto da senhora Clides, fosse a senhora Clides a senhora Holmes. E como sou mencionado no texto - talvez seja por isso que o publique - como filho, eu não o publicaria se ela não fosse minha mãe. Imagine se na hora que fosse o filho referido, estivesse escrito Ewerton Holmes - seguindo, ainda, o exemplo da mãe com sobrenome Holmes.
"
Escrevo como quem tira caroços de azeitonas para o filho que adora caroço de azeitona. Ou seja, escrevo como eu mesma.
Meu filho tira caroço de azeitona de forma estranha. Todo mundo que já vi, tira caroço de azeitona, é para comer a azeitona. Meu filho, Ewerton Clides, gosta que se tire caroço de azeitona para admirar o caroço. E porque ele gosta de olhar, de só olhar, eu mesma tiro.
MAS DETESTO CRIANÇA MIMADA!
Então eu digo, que se o senhorzinho não comer ao menos um caroço, sabe o que eu faço? Faço o senhorzinho comer dois caroços! E o segundo vai ter que mastigar!
O marido reclamaria, mas morreu mesmo.
E se reclamasse, eu diria primeiro que é dente de leite! E depois, olharia feio, mas muito feio - sou muito feia, então meio olhar feio, é feio-feio -, e diria, por que morreu?! Morreu e agora vem reclamar?!
As lágrimas que estão neste papel servem para externar a terna mulher que sou.
A frase que escrevi na linha acima é para ninguém pensar que sou sapatão.
E vou escrever uma receita, porque mulher que não sabe cozinhar só pode ser sapatão.
Adianto também que é uma receita copiada. Que mulher que inventa receita, não é mulher.
INGREDIENTES:
massa
um teco de farinha de trigo
manda leite!
ovos
4 colheres (sopa)
sal a gosto
Recheio:
carne moída
2 colheres (sopa) de cebola picadinha ou ralada
½ tomate cortado em cubos
MODO DE PREPARO:
Mistura tudo e fica fria. Fica fria você, que a massa vai pro forno, junto com o recheio.
Fim da receita.
Deu uma trabalheira danada de copiar essa receita aqui, então é para fazer, ouviu? Ouviu?! Falo grosso, que é para você fazer mesmo! E me seguro para não dizer-lhe palavrão na sua cara macia de menininha! Vai ficar uma delícia, querida!
"
Senhora Clides - a mãe de Ewerton Clides
A reconstituição do tapa
A mão da minha mãe bateu em mim. E se fez plaft. Ah! Como eram rijas, minhas nádegas! Fiz cara de muchocho para dar dó. E mamã ficou com dó. E naquela tarde fui agraciado com um resplandecente e branco arroz doce.
Hoje, se a cena fosse se repetir:
- ficaria feliz demais! Porque minha mãe, a senhora Clides, estaria viva. É preciso vida para bater em nádegas.
- Mamãe viva, aos 112 anos, daria um tapa leve em minha nádega.
- Mesmo um tapa leve, eu não o suportaria sem dor.
Hoje, se a cena fosse se repetir:
- ficaria feliz demais! Porque minha mãe, a senhora Clides, estaria viva. É preciso vida para bater em nádegas.
- Mamãe viva, aos 112 anos, daria um tapa leve em minha nádega.
- Mesmo um tapa leve, eu não o suportaria sem dor.
Curtas experiências de vida a serem compartilhadas com quem me lê
Se eu, Ewerton Clides, gosto de viajar? Gosto. Gosto muito! Separo sempre as minhas cuequinhas, dobradas uma a uma de jeito excêntrico cuja dobra principal não coincide com saliências de nádega.
-
Ter oitenta e dois anos atrapalha porque a nádega perde capacidade em reter peso do corpo. Então dói o osso quando senta. E se meu gato vem pedir colo, digo-lhe que adoraria, mas ele aumentaria o peso conjunto e meus ossos reclamariam mais tarde.
-
Máquina? Só fotográfica.
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Ter oitenta e dois anos atrapalha porque a nádega perde capacidade em reter peso do corpo. Então dói o osso quando senta. E se meu gato vem pedir colo, digo-lhe que adoraria, mas ele aumentaria o peso conjunto e meus ossos reclamariam mais tarde.
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Máquina? Só fotográfica.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
história para Amorinha
Desculpe, mas eu, Ewerton Clides, simpatizei muito com a história que o André fez para uma criança.
"Havia duas zebras que eram gêmas siamesas. Eram presas pelo rabo. Sabe como que era possível saber como que uma era uma, e outra era a outra? É porque a primeira era preta e branca, e a segunda era branca e preta.
Aí, um dia eu as vi. Percebi que se irritavam muito por serem assim, tão grudadas. Viviam competindo para ver quem era a mais bonita. E ficavam super bravas quando alguém as confundia. Eu, de propósito, disse para a zebra preta e branca, que as faixas branco e pretas dela eram muito bonitas!
A parte preta da zebra preta e branca ficou igualzinha; mas a parte branca, ficou vermelha! E ela ficava tão bonita com raiva, que eu fiz isso mais vezes de propósito. Ela foi se acostumando, e o vermelho de raiva dela foi ficando clarinho, quase rosa. Chegou uma hora que nem fazia mais efeito.
Aí, eu olhei para o lado, e vi que a zebra branco e preta ficava triste que eu não falava com ela. Mais que triste, ficava era com raiva. E um amigo meu que olhava tudo isso de longe, disse que era muito bonito quando as zebras ficavam vermelho e preto juntas. Era assim: vermelho e preto, vermelho e preto, vermelho e preto (agora, passando para a outra zebra) preto e vermelho, preto e vermelho, preto e vermelho. Claro que eu só falei três vezes para ficar mais fácil de entender. Acho que cada uma tinha mais de cem listras.
Chegou uma hora e sabe o que eu fiz? Eu tirei o nó que ligava as zebras pelo rabo.
Depois de um mês, as zebras vieram juntas falar comigo. Disseram que preferiam antes. Disseram que estavam sentindo falta de quando sentiam falta de liberdade. Mas eu disse que zebras queridas, agora é só vocês andarem juntas. Que vocês podem ficar juntas o tempo que quiserem. Se quiserem ir ao banheiro, por exemplo, não precisam passar por aquele constrangimento todo!
Mas elas ficaram vermelhas e pretas (ou pretas e vermelhas?) (foi tão bonito!), e disseram:
- Amarra logo nosso rabo!"
"Havia duas zebras que eram gêmas siamesas. Eram presas pelo rabo. Sabe como que era possível saber como que uma era uma, e outra era a outra? É porque a primeira era preta e branca, e a segunda era branca e preta.
Aí, um dia eu as vi. Percebi que se irritavam muito por serem assim, tão grudadas. Viviam competindo para ver quem era a mais bonita. E ficavam super bravas quando alguém as confundia. Eu, de propósito, disse para a zebra preta e branca, que as faixas branco e pretas dela eram muito bonitas!
A parte preta da zebra preta e branca ficou igualzinha; mas a parte branca, ficou vermelha! E ela ficava tão bonita com raiva, que eu fiz isso mais vezes de propósito. Ela foi se acostumando, e o vermelho de raiva dela foi ficando clarinho, quase rosa. Chegou uma hora que nem fazia mais efeito.
Aí, eu olhei para o lado, e vi que a zebra branco e preta ficava triste que eu não falava com ela. Mais que triste, ficava era com raiva. E um amigo meu que olhava tudo isso de longe, disse que era muito bonito quando as zebras ficavam vermelho e preto juntas. Era assim: vermelho e preto, vermelho e preto, vermelho e preto (agora, passando para a outra zebra) preto e vermelho, preto e vermelho, preto e vermelho. Claro que eu só falei três vezes para ficar mais fácil de entender. Acho que cada uma tinha mais de cem listras.
Chegou uma hora e sabe o que eu fiz? Eu tirei o nó que ligava as zebras pelo rabo.
Depois de um mês, as zebras vieram juntas falar comigo. Disseram que preferiam antes. Disseram que estavam sentindo falta de quando sentiam falta de liberdade. Mas eu disse que zebras queridas, agora é só vocês andarem juntas. Que vocês podem ficar juntas o tempo que quiserem. Se quiserem ir ao banheiro, por exemplo, não precisam passar por aquele constrangimento todo!
Mas elas ficaram vermelhas e pretas (ou pretas e vermelhas?) (foi tão bonito!), e disseram:
- Amarra logo nosso rabo!"
sexta-feira, 18 de maio de 2007
FOOOOOOOOOOoooooooooom!
Eu sou um sujeito muito focado no que eu faço. Na minha vida inteira, nada pôde me tirar da sociologia. Sempre que eu estava escrevendo um texto sociológico, e vinha alguém interromper, eu dizia: - " ". Isto mesmo. Eu nada dizia! Pois que a pessoa ficava com cara de tacho e saía do meu caminho.
Mas acontece agora que não tem mais como ignorar. Eu bem tento, mas não dá!
É uma tal de Juliana. E ela nem vem a mim. Eu é que penso nela até quando não quero! Estava eu começando a teoria das teorias teorêmicas ewertonclidianas, quando penso Juliana. Ewjuliana.
Cansei, não consigo mais escrever nem isso. Juliana não sai de mim, Ewerton Clides. Nem se eu quiser. Nem se ela quiser! Por que isto foi ocorrer bem quando eu tenho oitenta e dois anos de idade? E por que eu fui ter uma influência logo agora, tão velho?
- Influêêêência, Ewertinho?
Sim, de Fauro Goares! Tamanha influência, a dele, que agora escrevo ouvindo Sidney Magal! E ainda deixo que me chamem no diminutivo! E só o primeiro nome! Tem alguma coisa muito errada.
Eu nunca gostei, mas é tão bom errar assim!
Mas acontece agora que não tem mais como ignorar. Eu bem tento, mas não dá!
É uma tal de Juliana. E ela nem vem a mim. Eu é que penso nela até quando não quero! Estava eu começando a teoria das teorias teorêmicas ewertonclidianas, quando penso Juliana. Ewjuliana.
Cansei, não consigo mais escrever nem isso. Juliana não sai de mim, Ewerton Clides. Nem se eu quiser. Nem se ela quiser! Por que isto foi ocorrer bem quando eu tenho oitenta e dois anos de idade? E por que eu fui ter uma influência logo agora, tão velho?
- Influêêêência, Ewertinho?
Sim, de Fauro Goares! Tamanha influência, a dele, que agora escrevo ouvindo Sidney Magal! E ainda deixo que me chamem no diminutivo! E só o primeiro nome! Tem alguma coisa muito errada.
Eu nunca gostei, mas é tão bom errar assim!
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Gangorra múltipla, minha gente!
Eu, Ewerton Clides, passei um tempo ausente neste brilhantérrimo espaço. Tanto tempo, que volto e escrevo a palavra "brilhantérrimo" na primeira linha! Não é estrondoso?
E Estrondoso na terceira!
Mas falo disso para dizer que se estive ausente aqui, é que estive presente em outros lugares. É como uma gangorra múltipla, em que mais que duas crianças pudessem brincar. Não necessariamente crianças, podem ser adultos também, mas não creio que eles se divertiriam tanto. E a diferença de peso entre os adultos é muito maior, o que dificulta o andamento de uma gangorra, quanto mais uma gangorra múltipla!
Então, se uma gangorra está caída para um lado, está necessariamente elevada em outro!
Foi o que aconteceu nestes últimos tempos. Por eu estar fora deste espaço, estive mais presente em outros!
Vejam só o que não é a sociologia. Até uma gangorra ganha fator sociológico quando é inserida nela! E, além de fator sociológico, ganha lugares extras! Isto me dá uma taquicardia alucinógena.
Neste meio tempo, quebrei o braço. Mas meu editor não sabia disso, e veio buscar um livro que lhe havia prometido há algum tempo. Ele veio, viu que eu estava dormindo, e pegou a pasta em que tenho meus escritos. Sabe o que ele levou? Setecentas e vinte e nove páginas escrito "Eu, Ewerton Clides, amo a Juliana!". Com algumas variações, é óbvio.
NÃO! Eu sei que você pensou que as variações foram no nome! Mas nunca! Juliana estava em todas as frases. As variações foram na palavra "amo", que fora algumas vezes substituída por "adoro", "babo" e "passaria manteira e lamberia com arrepios no dedão em".
Eu sei que todos vocês sentiram falta de mim, mas eu não senti falta de vocês, porque a sociologia me ocupa inteiro!
(Fiquei vermelho porque alguém insinuou que a sociologia se chama, na verdade, Juliana)
E Estrondoso na terceira!
Mas falo disso para dizer que se estive ausente aqui, é que estive presente em outros lugares. É como uma gangorra múltipla, em que mais que duas crianças pudessem brincar. Não necessariamente crianças, podem ser adultos também, mas não creio que eles se divertiriam tanto. E a diferença de peso entre os adultos é muito maior, o que dificulta o andamento de uma gangorra, quanto mais uma gangorra múltipla!
Então, se uma gangorra está caída para um lado, está necessariamente elevada em outro!
Foi o que aconteceu nestes últimos tempos. Por eu estar fora deste espaço, estive mais presente em outros!
Vejam só o que não é a sociologia. Até uma gangorra ganha fator sociológico quando é inserida nela! E, além de fator sociológico, ganha lugares extras! Isto me dá uma taquicardia alucinógena.
Neste meio tempo, quebrei o braço. Mas meu editor não sabia disso, e veio buscar um livro que lhe havia prometido há algum tempo. Ele veio, viu que eu estava dormindo, e pegou a pasta em que tenho meus escritos. Sabe o que ele levou? Setecentas e vinte e nove páginas escrito "Eu, Ewerton Clides, amo a Juliana!". Com algumas variações, é óbvio.
NÃO! Eu sei que você pensou que as variações foram no nome! Mas nunca! Juliana estava em todas as frases. As variações foram na palavra "amo", que fora algumas vezes substituída por "adoro", "babo" e "passaria manteira e lamberia com arrepios no dedão em".
Eu sei que todos vocês sentiram falta de mim, mas eu não senti falta de vocês, porque a sociologia me ocupa inteiro!
(Fiquei vermelho porque alguém insinuou que a sociologia se chama, na verdade, Juliana)
quarta-feira, 2 de maio de 2007
"Vá, André, escreva lá tudo o que eu disser!
Primeiramente, apresente-se, como é comum. Mas deixe um espaço para que o leitor possa pular esta apresentação porque não é você quem interessa. Quem interessa sou eu, Ewerton Clides. Você interessa a mim, neste momento, para digitar tudo o que eu disser, já que quebrei meu braço. Te contei como foi que quebrei? Não vá contar para ninguém!
Estava eu cortando unhas do pé de pé, quando eu ia caindo de cabeça na privada. Como não queria chocar a minha cabeça brilhante na privada. Sem este risinho cínico!Brilhante não é pela ausência capilar! Brilhante pelas idéias, meu caro!
Pois que as unhas dos meus pés estavam crescidas e eu fui cortá-las. Como possuo imenso equilíbrio, dei-me à graça de cortá-las de pé: foi meu erro!
Ora, você deve ter estranhado que errei! Na verdade, uma barata que passava pelo lado de fora da janela me distraiu! Você também deve estranhar que eu tenha me distraído! É que tenho meus projetos de sociologia baratinóica! Então na verdade eu não me distraí, somente me concentrei a mais em outra coisa!
Eu ia cair de cabeça, e para não bater a cabeça, bati o braço! Assim, o braço quebrou-se! Quebrou-se o que era osso!
Por isso é que fiquei uma semana sem escrever neste ilustríssimo espaço! Desde o princípio disse a mim mesmo que não toleraria o passar de uma semana! Então sou obrigado a ditar minhas idéias a você! Espero que não estranhem!
Olha, silêncio, ouviu? Já fez a sua apresentação? Posso começar meu brilhante artigo? Posso? Posso mesmo? Você tem certeza de que pode acompanhar com seus dedos o ritmo de meus neurônios? Sabe quantos neurônios exatamente eu tenho? Eu também não!
Vá, comece!
Ilustres leitores! Como passaram esta semana perante minha ausência? Eu, Ewerton Clides, imagino que muitíssimo mal! Não somente imagino, como assim o espero! Se assim for, é um sinal de que a sociologia está sendo bem implantada para não ser jamais excretada!
Nesta semana, não escrevi aqui por motivos pessoais. E o que é pessoal não importa.
Olha, ditando não é possível. Sociologia requer dedos em sincronia! Quando muito, a mão em sincronia com o lápis, ou com a caneta. Quando eu melhorar do braço, escrevo eu mesmo. Passar bem!"
Primeiramente, apresente-se, como é comum. Mas deixe um espaço para que o leitor possa pular esta apresentação porque não é você quem interessa. Quem interessa sou eu, Ewerton Clides. Você interessa a mim, neste momento, para digitar tudo o que eu disser, já que quebrei meu braço. Te contei como foi que quebrei? Não vá contar para ninguém!
Estava eu cortando unhas do pé de pé, quando eu ia caindo de cabeça na privada. Como não queria chocar a minha cabeça brilhante na privada. Sem este risinho cínico!Brilhante não é pela ausência capilar! Brilhante pelas idéias, meu caro!
Pois que as unhas dos meus pés estavam crescidas e eu fui cortá-las. Como possuo imenso equilíbrio, dei-me à graça de cortá-las de pé: foi meu erro!
Ora, você deve ter estranhado que errei! Na verdade, uma barata que passava pelo lado de fora da janela me distraiu! Você também deve estranhar que eu tenha me distraído! É que tenho meus projetos de sociologia baratinóica! Então na verdade eu não me distraí, somente me concentrei a mais em outra coisa!
Eu ia cair de cabeça, e para não bater a cabeça, bati o braço! Assim, o braço quebrou-se! Quebrou-se o que era osso!
Por isso é que fiquei uma semana sem escrever neste ilustríssimo espaço! Desde o princípio disse a mim mesmo que não toleraria o passar de uma semana! Então sou obrigado a ditar minhas idéias a você! Espero que não estranhem!
Olha, silêncio, ouviu? Já fez a sua apresentação? Posso começar meu brilhante artigo? Posso? Posso mesmo? Você tem certeza de que pode acompanhar com seus dedos o ritmo de meus neurônios? Sabe quantos neurônios exatamente eu tenho? Eu também não!
Vá, comece!
Ilustres leitores! Como passaram esta semana perante minha ausência? Eu, Ewerton Clides, imagino que muitíssimo mal! Não somente imagino, como assim o espero! Se assim for, é um sinal de que a sociologia está sendo bem implantada para não ser jamais excretada!
Nesta semana, não escrevi aqui por motivos pessoais. E o que é pessoal não importa.
Olha, ditando não é possível. Sociologia requer dedos em sincronia! Quando muito, a mão em sincronia com o lápis, ou com a caneta. Quando eu melhorar do braço, escrevo eu mesmo. Passar bem!"
terça-feira, 24 de abril de 2007
Fato Social grandão
Enquanto eu, Ewerton Clides, observava uma criança tomar água em um bebedouro, um jornalista astuto postou-se frente a mim. Retorci um pouco meu bigode, para fingir que não notava a presença do moço, mas ele abaixou os olhos e os mirou no local exato em que eu retorcia meu bigode! Ele disse:
- É você, Ewerton Clides?
Ora, se sou eu?! É claro que era eu! Eu, que sou Ewerton Clides, sabia que aquele era um grande jornalista! Grande pelo tamanho, é claro! E jornalista pelo crachá de uma grande empresa de comunicação. A grande empresa de comunicação era grande pelo tamanho, é claro.
Eu, Ewerton Clides, sou grande pela incomensurável altura de minha sapiência. Meço, fisicamente, um metro e cinqüenta e dois centímetros.
- Sim, sou eu.
Ele disse alguma coisa que não compreendi, nem desejava compreender, e foi embora no mesmo momento em que a criança deixava de beber água.
- É você, Ewerton Clides?
Ora, se sou eu?! É claro que era eu! Eu, que sou Ewerton Clides, sabia que aquele era um grande jornalista! Grande pelo tamanho, é claro! E jornalista pelo crachá de uma grande empresa de comunicação. A grande empresa de comunicação era grande pelo tamanho, é claro.
Eu, Ewerton Clides, sou grande pela incomensurável altura de minha sapiência. Meço, fisicamente, um metro e cinqüenta e dois centímetros.
- Sim, sou eu.
Ele disse alguma coisa que não compreendi, nem desejava compreender, e foi embora no mesmo momento em que a criança deixava de beber água.
sexta-feira, 20 de abril de 2007
A sabedoria sociológica em uma linha!
"Salada de frutas é um prato que se come frio." Ewerton Clides
Erros de Ewerton Clides = erros no ato da leitura do leitor
A sociedade em geral enviou a mim, Ewerton Clides, diversos e-mails e cartas sobre o aparente erro de digitação na última postagem. Pois digo-lhes que há muito mais destes erros aparentes!
- Por que aparentes, Ewerton Clidinho?
Ewerton Clidinho?! Não lhe dei a liberdade para evocar-me com tal diminutivo!
- Por que aparentes, Ewerton Clides?
Bem. Isto é uma contribuição à sociologia inteira. É uma idéia, um artifício que eu, Ewerton Clides, não preciso utilizar.
É que a sociologia possui textos monótonos demais. E às vezes nós, aos lermos os textos de sociologia, que queremos compreender o mundo, caímos na tentação de dormir no mundo! Então os erros de português no decorrer dos textos servem para acordar o leitor!
Fora isso, estes tais errinhos aumentam a auto-estima da sociedade! Ela se achará infinitamente superior ao escritor por achar um erro no texto dele!
Por fim, cabe dizer que se estes erros são propositais, não são erros! Eu, Ewerton Clides, não cairia em tamanho descuido sociológico!
- Por que aparentes, Ewerton Clidinho?
Ewerton Clidinho?! Não lhe dei a liberdade para evocar-me com tal diminutivo!
- Por que aparentes, Ewerton Clides?
Bem. Isto é uma contribuição à sociologia inteira. É uma idéia, um artifício que eu, Ewerton Clides, não preciso utilizar.
É que a sociologia possui textos monótonos demais. E às vezes nós, aos lermos os textos de sociologia, que queremos compreender o mundo, caímos na tentação de dormir no mundo! Então os erros de português no decorrer dos textos servem para acordar o leitor!
Fora isso, estes tais errinhos aumentam a auto-estima da sociedade! Ela se achará infinitamente superior ao escritor por achar um erro no texto dele!
Por fim, cabe dizer que se estes erros são propositais, não são erros! Eu, Ewerton Clides, não cairia em tamanho descuido sociológico!
terça-feira, 17 de abril de 2007
Mensagem subliminar para adultos!
Aviso que teremos momentos de sociologia. Quando eu, Ewerton Clides, era uma criança obesa, ninguém falava da minha obesidade. Só pude percebê-la recentemente, depois de tê-la perdido. Porque quando eu era obeso, não havia problema em ser obeso. Aliás, havia como o há hoje: - das doenças. E as pessoas se preocupavam comigo por este motivo.
Mas oje, as crianças obesas não têm a saúde como problema. Porque elas são tão ridicularizadas, que detestam a obesidade por ela não ter a capacidade de ser pior à saúde, portanto matá-las.
O ornitorrinco? Não! A sociologia chegou em mim sem se preocuparcom o percentual de minha gordura. Hoje, até a sociologia mudou! Eu, Ewerton Clides, mexo meus pauzinhos para a sociologia se aproximar nos obesos. Digo a ela, com a cara mais emburrada que burro burro: "Sua sociologia feia! Lá pode estar um Ewerton Clidinho, e você fica se preocupando com a gordura dele! Sua magricela!"
Antes fosse se somente a gordura fosse problema, estaríamos problematizados, mas menos! O problema é que tem muito mais problema! O problema é que a sociologia resolve problemas, mas até ela hoje tem problema!
Jamais gostaria de pensar que fosse ser assim: Será que somente eu, Ewerton Clides, não tenho problemas? O único problema que eu tenho foi por ter achado o que salva todos os problemas. É que amo muito uma mulher que, pelo que entendo de sociologia - tudo -, é amada por todos. E não amada como se amava Marilyn Monroe, ou como a gente ama o Sidney Magal! Amada pra valer! Amada para ter vontade de suar junto com ela! E os fatos foram assim, ó:
Um: Eu senti isso. Dois: contei para a moça disso. Três: o namorado da moça descobriu isso. Quatro: meu pênis, que até agora não tinha entrado na história - se bem que fosse sempre parte integrante de mim, mas não havia entrado como um ser social - foi cortado.
Já sabe o final? Até eu, o Ewerton Clides, senhor que deu nome ao Instituto EWerton Clides, tenho um problemão! Só ela é que não tem problema, vocês sabiam? E o namorado dela, por mais problemas que tenha, não tem problema, porque ela é a única causa de não se ter problema!
Um final: eu só confio nela e no namorado dela. O namorado dela, aquele que me cortou o pênis.
Mas oje, as crianças obesas não têm a saúde como problema. Porque elas são tão ridicularizadas, que detestam a obesidade por ela não ter a capacidade de ser pior à saúde, portanto matá-las.
O ornitorrinco? Não! A sociologia chegou em mim sem se preocuparcom o percentual de minha gordura. Hoje, até a sociologia mudou! Eu, Ewerton Clides, mexo meus pauzinhos para a sociologia se aproximar nos obesos. Digo a ela, com a cara mais emburrada que burro burro: "Sua sociologia feia! Lá pode estar um Ewerton Clidinho, e você fica se preocupando com a gordura dele! Sua magricela!"
Antes fosse se somente a gordura fosse problema, estaríamos problematizados, mas menos! O problema é que tem muito mais problema! O problema é que a sociologia resolve problemas, mas até ela hoje tem problema!
Jamais gostaria de pensar que fosse ser assim: Será que somente eu, Ewerton Clides, não tenho problemas? O único problema que eu tenho foi por ter achado o que salva todos os problemas. É que amo muito uma mulher que, pelo que entendo de sociologia - tudo -, é amada por todos. E não amada como se amava Marilyn Monroe, ou como a gente ama o Sidney Magal! Amada pra valer! Amada para ter vontade de suar junto com ela! E os fatos foram assim, ó:
Um: Eu senti isso. Dois: contei para a moça disso. Três: o namorado da moça descobriu isso. Quatro: meu pênis, que até agora não tinha entrado na história - se bem que fosse sempre parte integrante de mim, mas não havia entrado como um ser social - foi cortado.
Já sabe o final? Até eu, o Ewerton Clides, senhor que deu nome ao Instituto EWerton Clides, tenho um problemão! Só ela é que não tem problema, vocês sabiam? E o namorado dela, por mais problemas que tenha, não tem problema, porque ela é a única causa de não se ter problema!
Um final: eu só confio nela e no namorado dela. O namorado dela, aquele que me cortou o pênis.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Como os poderosos plagiam a mim, Ewerton Clides
Soube na última terça-feira, 18, que um moço muito imitou a mim, Ewerton Clides, nesta vida. Fiquei nervoso, suei até no joelho! Diziam-me "Calma, Ewerton Clides", ao que eu retrucava "Eu estou muito calmo!".
Explicar-me-ei.
Falo de Che Guevara. Atribuem a ele a frase que lhes falarei a seguir: "Os poderosos podem matar uma, duas, até três rosas, mas nunca deterão a primavera"
Mas agora lhes mostro meu primeiro livro! Foi publicado em 1924! Havia no prefácio, o seguinte: "Os poderosos podem matar um, dois, até três sócios, mas nunca deterão a sociologia"
E no final do livro, depois de ter contado com garbo a emocionante história de minha prima, finalizo com esta frase lapidar: "Os leprosos podem deixar cair uma, duas, até três pernas, mas nunca deterão a prima Vera"
Explicar-me-ei.
Falo de Che Guevara. Atribuem a ele a frase que lhes falarei a seguir: "Os poderosos podem matar uma, duas, até três rosas, mas nunca deterão a primavera"
Mas agora lhes mostro meu primeiro livro! Foi publicado em 1924! Havia no prefácio, o seguinte: "Os poderosos podem matar um, dois, até três sócios, mas nunca deterão a sociologia"
E no final do livro, depois de ter contado com garbo a emocionante história de minha prima, finalizo com esta frase lapidar: "Os leprosos podem deixar cair uma, duas, até três pernas, mas nunca deterão a prima Vera"
domingo, 15 de abril de 2007
Desenternecimento
Quando eu, Ewerton Clides, voltava de um encontro com o escritor Fauro Goares, vi a manchete de uma revista muito conhecida. A manchete, não lembro como era, mas tinha a minha foto! Enterneci-me tanto, que soltei um suspiro! Acho que foi resquício da conversa que tive com o grande Faurinho.
A novidade é que enterneci-me por mim mesmo. Será que a sociologia desabrochou um pouquinho? Pois comprei a revista e olhei com muita fúria para mim mesmo! Fiz biquinho! Mas por vários momentos esqueci que era para ficar bravo, e sorri para a minha foto que sorria de volta como um peixe deveria sorrir quando a gente sorri para ele. A diferença é que o peixe não sorri, mas deveria!
O peixe não sorri, mas eu sorri.
Quando cheguei em casa, me vi no espelho. Tão bonito, que eu estava!
O suspensório era novo.
Era preciso parar de sorrir. Enternecer comigo mesmo era uma afronta à querida sociologia! Então tive a grande idéia.
Fui ao banheiro. Não tinha vontade de fazer cocô, o que foi bom. Coloquei um espelho exatamente à minha frente enquanto eu observava o esforço da minha face ao tentar fazer um cocô aparentemente inexistente. Fiquei feio, vermelho e uma gota de suor saiu de minha testa brilhante.
(Eu não sei diferenciar muito bem a minha testa do meu cucuruto, mas acredito que esta gotinha brilhante de suor tenha vindo de minha testa.)
Então, já muito feio, ouvi um barulhinho. Era uma bolinha de fezes que eu evacuava. Me vi feio novamente e pude então sorrir por estar de volta à querida Sociologia!
A novidade é que enterneci-me por mim mesmo. Será que a sociologia desabrochou um pouquinho? Pois comprei a revista e olhei com muita fúria para mim mesmo! Fiz biquinho! Mas por vários momentos esqueci que era para ficar bravo, e sorri para a minha foto que sorria de volta como um peixe deveria sorrir quando a gente sorri para ele. A diferença é que o peixe não sorri, mas deveria!
O peixe não sorri, mas eu sorri.
Quando cheguei em casa, me vi no espelho. Tão bonito, que eu estava!
O suspensório era novo.
Era preciso parar de sorrir. Enternecer comigo mesmo era uma afronta à querida sociologia! Então tive a grande idéia.
Fui ao banheiro. Não tinha vontade de fazer cocô, o que foi bom. Coloquei um espelho exatamente à minha frente enquanto eu observava o esforço da minha face ao tentar fazer um cocô aparentemente inexistente. Fiquei feio, vermelho e uma gota de suor saiu de minha testa brilhante.
(Eu não sei diferenciar muito bem a minha testa do meu cucuruto, mas acredito que esta gotinha brilhante de suor tenha vindo de minha testa.)
Então, já muito feio, ouvi um barulhinho. Era uma bolinha de fezes que eu evacuava. Me vi feio novamente e pude então sorrir por estar de volta à querida Sociologia!
sábado, 14 de abril de 2007
Eu, Ewerton Clides, pré sociologia no exato momento em que me transfiro ao Ewerton Clides pós sociologia, como sou hoje
Eu, Ewerton Clides, era uma criança. Não me lembro exatamente de qual era a idade que tinha quando o lhes vou contar aconteceu. Recomendo que se imagine um Ewerton Clidinho de aproximadamente um metro e vinte e nove, com sessenta e seis quilos.
Eu segurava minha cabeça pelo queixo com a mão. A minha mão era como um travesseirinho que se colocava debaixo do queixo. A diferença era que suava e, obviamente, tinha dedos. Pêlos? Não, pêlos, não, porque eu era criança demais para ter pêlos na mão.
E assim fiquei mais oito minutos.
Pois taparam a minha visão! "Adivinha quem é? Adivinha quem é?!"
"Não sei", respondi sem poder ver nada!
"Tenta, vai? Chuta!"
"É você, mãe?"
"Não sou sua mãe, mas também sou mulher!"
"hummmmmmmmmmmmmmmmmm............................."
"Eu sou a sociologia!"
"Sociô-quem?"
"A sociologia!"
E ela nunca mais tirou as mãos da frente dos meus olhos.
Eu segurava minha cabeça pelo queixo com a mão. A minha mão era como um travesseirinho que se colocava debaixo do queixo. A diferença era que suava e, obviamente, tinha dedos. Pêlos? Não, pêlos, não, porque eu era criança demais para ter pêlos na mão.
E assim fiquei mais oito minutos.
Pois taparam a minha visão! "Adivinha quem é? Adivinha quem é?!"
"Não sei", respondi sem poder ver nada!
"Tenta, vai? Chuta!"
"É você, mãe?"
"Não sou sua mãe, mas também sou mulher!"
"hummmmmmmmmmmmmmmmmm............................."
"Eu sou a sociologia!"
"Sociô-quem?"
"A sociologia!"
E ela nunca mais tirou as mãos da frente dos meus olhos.
terça-feira, 10 de abril de 2007
- Ewerton Clides, você possui cachorro? Se sim, qual é o nome dele? Começa com dábliu? E se não, você possui gato? - ou fato social #4
Terça-feira treze, quando eu, Ewerton Clides, coletava moedas de um centavo para depositar na minha querida porca de barro (não é uma porca de verdade, já que não possui vida, intestino e unhas nos pés. É uma porca de barro, oca, na qual é possível depositar uma limitada quantidade de capital físico), enquanto me abaixava voluptosamente, uma fã interpolou-me:
- Ewerton Clides, você possui cachorro? Se sim, qual é o nome dele? Começa com dábliu? E se não, você possui gato?
Dei um sorriso fino, já que minha voz é fina e a entonação de meu sorriso provém da minha voz. Peguei a moeda que iria unir-se a outras sete minutos depois, verifiquei que fora produzida no ano de mil novecentos e noventa e nove. Olhei para trás, pois tive a impressão de que alguém dirigiu a voz a mim, Ewerton Clides. Disse:
- Quê?
- Ewerton Clides, você possui cachorro? Se sim, qual é o nome dele? Começa com dábliu? E se não, você possui gato?
Endireitei o broche que continha a inscrição IEW - Instituto EWerton clides. Disse:
- Não entendi a pergunta, moça. Acho que você é fanha.
Ela respondeu assim, ó:
- Ã-hã.
Eu lhe disse, pois, que sua fanhitude não poderia atrapalhá-la no caminho maravilhoso da sociologia, já que esta é feita de livros. Que ela até poderá escrever livros muitíssimo interessantes, já que as letras dos sociólogos fanhos são muitíssimo compreensíveis.
A única dúvida possível é a de que como que eu, Ewerton Clides, pude transcrever o que a fanha disse, uma vez que eu não entendi o que ela disse?
É que eu menti!
Menti por estar com muita vontade de contar que possuo uma fazenda de formigas.
Eu sei que o leitor deve estar muitíssimo ansioso para saber da fazenda de formigas. Mas lhe digo antes: não mintam na sociologia! Eu recomendo a mentira na vida usual. Por exemplo. Eu nunca digo às mulheres que não possuo pênis. Isto as cativa mais. Mas não se pode dizer que a sociedade não é uma batata, porque seria uma mentira fragrante de tão cheirosa!
Mas eu não possuo cachorro. Nem começa com dábliu seu nome, já que não o tenho. O que possuo é uma belíssima fazenda de formigas! Lá, a sociologia come solta! É formiga pra lá, formiga pra cá, e eu, Ewerton Clides, as observo sempre que quiser, já que tudo o que as separam de mim é somente uma tela de plástico! É a Fazendo EWerton clides, a FEW.
- Ewerton Clides, você possui cachorro? Se sim, qual é o nome dele? Começa com dábliu? E se não, você possui gato?
Dei um sorriso fino, já que minha voz é fina e a entonação de meu sorriso provém da minha voz. Peguei a moeda que iria unir-se a outras sete minutos depois, verifiquei que fora produzida no ano de mil novecentos e noventa e nove. Olhei para trás, pois tive a impressão de que alguém dirigiu a voz a mim, Ewerton Clides. Disse:
- Quê?
- Ewerton Clides, você possui cachorro? Se sim, qual é o nome dele? Começa com dábliu? E se não, você possui gato?
Endireitei o broche que continha a inscrição IEW - Instituto EWerton clides. Disse:
- Não entendi a pergunta, moça. Acho que você é fanha.
Ela respondeu assim, ó:
- Ã-hã.
Eu lhe disse, pois, que sua fanhitude não poderia atrapalhá-la no caminho maravilhoso da sociologia, já que esta é feita de livros. Que ela até poderá escrever livros muitíssimo interessantes, já que as letras dos sociólogos fanhos são muitíssimo compreensíveis.
A única dúvida possível é a de que como que eu, Ewerton Clides, pude transcrever o que a fanha disse, uma vez que eu não entendi o que ela disse?
É que eu menti!
Menti por estar com muita vontade de contar que possuo uma fazenda de formigas.
Eu sei que o leitor deve estar muitíssimo ansioso para saber da fazenda de formigas. Mas lhe digo antes: não mintam na sociologia! Eu recomendo a mentira na vida usual. Por exemplo. Eu nunca digo às mulheres que não possuo pênis. Isto as cativa mais. Mas não se pode dizer que a sociedade não é uma batata, porque seria uma mentira fragrante de tão cheirosa!
Mas eu não possuo cachorro. Nem começa com dábliu seu nome, já que não o tenho. O que possuo é uma belíssima fazenda de formigas! Lá, a sociologia come solta! É formiga pra lá, formiga pra cá, e eu, Ewerton Clides, as observo sempre que quiser, já que tudo o que as separam de mim é somente uma tela de plástico! É a Fazendo EWerton clides, a FEW.
a-há, u-hu: o coliseu é nosso!
Eu, Ewerton Clides, não sou lá uma pessoa muito emotiva. Mas isto não importa. Pois que falo da inauguração do IEW - Instituto EWerton clides. Aqui vai a descrição oficial:
O Instituto EWerton clides é um instituto criado por mim, Ewerton Clides, com o intuito institucional de discutir a obra do grande sociólogo da sociologia chamado Ewerton Clides. Este instituto visa, por meio da sociologia ewertonclidiana, entender o que a sociologia de Ewerton Clides significa, não significa e, sociologicamente, sociologizar a sociologia.
Na primeira linha está escrito que não sou uma pessoa muito emotiva, não está? Mas imagine você quando na primeira reunião inaugural de inauguração do IEW, todos nós no coliseu gritávamos: A-há, u-hu, o coliseu é nosso! Várias vezes, muitas vezes! Numa delas - a terceira, se minha contabilização matemática estiver afiada - eu tossi. E não é que apesar de minha tosse ser particularmente estrondosa, o grito continuou uníssono? Depois disso, com suor na testa, abri a primeira pauta:
- A justificação da forma de abreviação do Instituto EWerton clides ser IEW.
Muitos estranharam a princípio que fosse IEW, não IEC. Mas eu adoto a forma de abreviação que eu mais adoro - a faurogoariana. Esta forma consiste em utilizar como critérios de abreviação, a seguinte ordem:
1: suor das letras. As letras que despertarem na consciência geral a maior sensação de suor, devem ser as que abreviam.
2: interatividade com o vermelho. As letras que interagirem melhor com o vermelho, serão as que abreviarão.
3: a primeira do primeiro nome, a primeira e a segunda do segundo nome, e nenhuma do terceiro, formando assim, três letras abreviatórias.
Assim explicado, recebi clamorosamente os primeiros aplausos do instituto que tem o meu nome, o Instituto EWerton clides.
O Instituto EWerton clides é um instituto criado por mim, Ewerton Clides, com o intuito institucional de discutir a obra do grande sociólogo da sociologia chamado Ewerton Clides. Este instituto visa, por meio da sociologia ewertonclidiana, entender o que a sociologia de Ewerton Clides significa, não significa e, sociologicamente, sociologizar a sociologia.
Na primeira linha está escrito que não sou uma pessoa muito emotiva, não está? Mas imagine você quando na primeira reunião inaugural de inauguração do IEW, todos nós no coliseu gritávamos: A-há, u-hu, o coliseu é nosso! Várias vezes, muitas vezes! Numa delas - a terceira, se minha contabilização matemática estiver afiada - eu tossi. E não é que apesar de minha tosse ser particularmente estrondosa, o grito continuou uníssono? Depois disso, com suor na testa, abri a primeira pauta:
- A justificação da forma de abreviação do Instituto EWerton clides ser IEW.
Muitos estranharam a princípio que fosse IEW, não IEC. Mas eu adoto a forma de abreviação que eu mais adoro - a faurogoariana. Esta forma consiste em utilizar como critérios de abreviação, a seguinte ordem:
1: suor das letras. As letras que despertarem na consciência geral a maior sensação de suor, devem ser as que abreviam.
2: interatividade com o vermelho. As letras que interagirem melhor com o vermelho, serão as que abreviarão.
3: a primeira do primeiro nome, a primeira e a segunda do segundo nome, e nenhuma do terceiro, formando assim, três letras abreviatórias.
Assim explicado, recebi clamorosamente os primeiros aplausos do instituto que tem o meu nome, o Instituto EWerton clides.
sexta-feira, 6 de abril de 2007
Ewerton Clides, o homofóbico!
Era quarta-feira, quatro e vinte e três. Caso você não saiba, eu, Ewerton Clides, não tenho um relógio dodezimal. Portanto, se eu disse quatro e vinte e três, não quis dizer dezesseis e vinte e três. Muito menos vinte e dois e quarenta e sete!
Foi nesta hora que eu abri o envelope de uma carta de papel crepom que enviaram a mim. Nela, estava escrito: "Ewerton Clides, o homofóbico!" Somente isso! E em uma linha, somente. Fiquei com soninho, não sei se porque eram quatro e vinte e três de uma quarta-feira, ou se porque o barulho do papel crepom me deixa assim. Dormi.
Quando acordei, tive que me olhar no espelho - o que evito. Não é que o papel crepom estava grudado na minha bochecha? Ora, isto quer dizer: "Ewerton Clides não possui barba".
E pude ler ao contrário: "Ewerton Clides, o homofóbico!". Ao contrário porque espelho diz as coisas ao contrário. E foi com grande perspicácia que eu li em uma velocidade absolutamente admirável estas palavras. Então, pensei:
Eu, Ewerton Clides, homofóbico?! Como?! Fobia é a denominação inerente a quem tem medo de alguma coisa. Eu não tenho medo de homossexuais, eles é que o têm de mim! *
* Esta nota de roda pé aqui está em homenagem aos homossexuais. Homossexuais adoram viadagens. **
** Eles têm medo de mim simplesmente porque sou feio. Eu também teria se eu, Ewerton Clides, não fosse eu, Ewerton Clides.
Foi nesta hora que eu abri o envelope de uma carta de papel crepom que enviaram a mim. Nela, estava escrito: "Ewerton Clides, o homofóbico!" Somente isso! E em uma linha, somente. Fiquei com soninho, não sei se porque eram quatro e vinte e três de uma quarta-feira, ou se porque o barulho do papel crepom me deixa assim. Dormi.
Quando acordei, tive que me olhar no espelho - o que evito. Não é que o papel crepom estava grudado na minha bochecha? Ora, isto quer dizer: "Ewerton Clides não possui barba".
E pude ler ao contrário: "Ewerton Clides, o homofóbico!". Ao contrário porque espelho diz as coisas ao contrário. E foi com grande perspicácia que eu li em uma velocidade absolutamente admirável estas palavras. Então, pensei:
Eu, Ewerton Clides, homofóbico?! Como?! Fobia é a denominação inerente a quem tem medo de alguma coisa. Eu não tenho medo de homossexuais, eles é que o têm de mim! *
* Esta nota de roda pé aqui está em homenagem aos homossexuais. Homossexuais adoram viadagens. **
** Eles têm medo de mim simplesmente porque sou feio. Eu também teria se eu, Ewerton Clides, não fosse eu, Ewerton Clides.
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Lançamento do livro "Introdução ao Pensamento Disléxico"
É com grande prazer* que eu, Ewerton Clides, introduzo você, (aqui, imagine-me dizendo em um tom moderadamente alto o seu nome, que torço para não ser grande), ao pensamento disléxico.
Você entendeu o primeiro parágrafo? Acho que sim, então precisamos trabalhar melhor. Mas não desista, pois isto é somente a introdução ao pensamento disléxico. Aliás, é muito esclarecedor dizer-lhe que estamos na introdução da Introdução ao Pensamento Disléxico.
Agora, um parênteses:
(
Agora, o que vem após um parênteses:
Após a publicação deste livro, muitas pessoas perguntam se não é plágio, já que algum outro autor, que não me recordo neste momento, possui um livro de nome que também não me lembro neste momento. Mas como eu não sei nem quem é o autor, nem de que livro se trata, como poderia eu, Ewerton Clides, estar a plagiá-lo? Ele deve saber muito bem quem sou eu, já que todos sabem que eu sou. Você, por exemplo, sabe que sou Ewerton Clides. E este autor também deve saber.
Fecho os parênteses por motivo de exaltação
)
Você, (aqui, o mesmo nome posto anteriormente, desde que seja você mesmo quem continua lendo), deve ter notado que quando eu fechei os parênteses, foi por uma inexorável exaltação. Se não percebeu, eu deixei isto muito explícito, porque a sociologia não serve para deixar ninguém pensando. Continuo no próximo parágrafo, a minha exaltação.
Cansei de me exaltar. Ainda bem.
Para ler mais, eu lhe recomendo que leia o livro tantas vezes mencionado **
* Aqui neste trecho, eu, Ewerton Clides, digo a palavra "prazer" na sua significância menos carnal possível. Pode ser que seja estranho ao leitor que a nota de roda pé seja em primeira pessoa, mas sou eu que escrevo o livro e o prefácio. E as notas de roda pé também.
** Neste trecho, o autor - eu, Ewerton Clides - resolveu não repetir que o livro em questão é "Introdução ao Pensamento Disléxico" do autor que também sou eu, Ewerton Clides, por optar por evitar repetições exaustivas.
Você entendeu o primeiro parágrafo? Acho que sim, então precisamos trabalhar melhor. Mas não desista, pois isto é somente a introdução ao pensamento disléxico. Aliás, é muito esclarecedor dizer-lhe que estamos na introdução da Introdução ao Pensamento Disléxico.
Agora, um parênteses:
(
Agora, o que vem após um parênteses:
Após a publicação deste livro, muitas pessoas perguntam se não é plágio, já que algum outro autor, que não me recordo neste momento, possui um livro de nome que também não me lembro neste momento. Mas como eu não sei nem quem é o autor, nem de que livro se trata, como poderia eu, Ewerton Clides, estar a plagiá-lo? Ele deve saber muito bem quem sou eu, já que todos sabem que eu sou. Você, por exemplo, sabe que sou Ewerton Clides. E este autor também deve saber.
Fecho os parênteses por motivo de exaltação
)
Você, (aqui, o mesmo nome posto anteriormente, desde que seja você mesmo quem continua lendo), deve ter notado que quando eu fechei os parênteses, foi por uma inexorável exaltação. Se não percebeu, eu deixei isto muito explícito, porque a sociologia não serve para deixar ninguém pensando. Continuo no próximo parágrafo, a minha exaltação.
Cansei de me exaltar. Ainda bem.
Para ler mais, eu lhe recomendo que leia o livro tantas vezes mencionado **
* Aqui neste trecho, eu, Ewerton Clides, digo a palavra "prazer" na sua significância menos carnal possível. Pode ser que seja estranho ao leitor que a nota de roda pé seja em primeira pessoa, mas sou eu que escrevo o livro e o prefácio. E as notas de roda pé também.
** Neste trecho, o autor - eu, Ewerton Clides - resolveu não repetir que o livro em questão é "Introdução ao Pensamento Disléxico" do autor que também sou eu, Ewerton Clides, por optar por evitar repetições exaustivas.
segunda-feira, 2 de abril de 2007
trecho do livro "A sociologia é a batata", de Ewerton Clides, com apresentação de Ewerton Clides
Aqui, trecho de meu livro "A sociologia é a batata". Por favor, não entre na polêmica de achar que este livro e "A sociologia e a batata" são o mesmo livro. Não é. Quem acha isso, são os computadores anglo-saxônicos das livrarias informatizadas. Eles ignoram o acento. Para eles, o órgão pé e a letra pê são a mesma coisa! Os americanos por um acaso acham que a letra fica com chulé? Imagine o quão ridículo que não é um pê de meia! Portanto, não façam mais esta confusão. Se eu tivesse cabelos, ficariam brancos! Ao trecho!
"Diferentemente do que diferem muitos autores diferentes, a sociologia é a batata, embora a grafia seja diferente. A confusão se inicia na posição dicionarial. Enquanto batata está no conjunto de letras que se iniciam com B*, sociologia está nas que se iniciam com S**, pois se inicia com S.
Além disso, sociologia é da classe das palavras que possuem 4 ou 5 sílabas - as crianças que contaram estas sílabas não entraram em consenso -, e batata, somente três.
Fora que batata é colocado dentro da panela em algumas regiões do Brasil. A sociologia é colocada no caderno em partes do mundo ocidental.
Analisando desta forma, o mais leigo acharia que sociologia é matéria e batata, raiz. Mas eu, Ewerton Clides, descobri a verdade, que assim como a batata - e a sociologia - está abaixo do solo. Explico.
Primeiro, li no título de um livro - o meu - a seguinte expressão "A sociologia e a batata". Pois que fui redigir esta expressão novamente para fazer-lhe uma análise meticulosa e epistemológica, quando, por um acaso, eu, Ewerton Clides, coloquei um acento agudo no local exato em cima da letra "e". E a conclusão surgiu: "A sociologia é a batata"."
* encontra-se entre "bataria" e "batatá". Batatá tem a mesma significância de boitatá.
** encontra-se entre os termos "sociolingüístico" e "sociológico".
"Diferentemente do que diferem muitos autores diferentes, a sociologia é a batata, embora a grafia seja diferente. A confusão se inicia na posição dicionarial. Enquanto batata está no conjunto de letras que se iniciam com B*, sociologia está nas que se iniciam com S**, pois se inicia com S.
Além disso, sociologia é da classe das palavras que possuem 4 ou 5 sílabas - as crianças que contaram estas sílabas não entraram em consenso -, e batata, somente três.
Fora que batata é colocado dentro da panela em algumas regiões do Brasil. A sociologia é colocada no caderno em partes do mundo ocidental.
Analisando desta forma, o mais leigo acharia que sociologia é matéria e batata, raiz. Mas eu, Ewerton Clides, descobri a verdade, que assim como a batata - e a sociologia - está abaixo do solo. Explico.
Primeiro, li no título de um livro - o meu - a seguinte expressão "A sociologia e a batata". Pois que fui redigir esta expressão novamente para fazer-lhe uma análise meticulosa e epistemológica, quando, por um acaso, eu, Ewerton Clides, coloquei um acento agudo no local exato em cima da letra "e". E a conclusão surgiu: "A sociologia é a batata"."
* encontra-se entre "bataria" e "batatá". Batatá tem a mesma significância de boitatá.
** encontra-se entre os termos "sociolingüístico" e "sociológico".
fato social #3
Terça-feira passada, eu, Ewerton Clides, tentei pegar um avião.
Mas as minhas mãos são muito pequenininhas.
Mas as minhas mãos são muito pequenininhas.
domingo, 1 de abril de 2007
ex-quívocos
"Não foi o que você disse lá em casa!", uma mulher muito brava disse para o filho de três anos, que disse a segunda palavra da vida: "Atchim!". Ele não espirrou, só disse "atchim!". A segunda palavra de sua vida fora uma onomatopéia! Se ainda fosse uma centopéia, para podermos dar-lhe vários tênis!... Mas uma onomatopéia deixou até a mim, Ewerton Clides, muitíssimo bravo!
"Atchim", eu saí da fila e do super-mercado. Vocês não repararam?
Ora, minha gente, eu havia ido ao super-mercado para comprar atum, mas a criança disse aquela onomatopéia como segunda palavra da vida, e eu fui embora para casa!
Eu sei que sou um sociólogo muito conceituado, mas equívocos como estes, se espalhados pela grande imprensa, podem fazer eu perder minha reputação para gente mais gordinha!
"Atchim", eu saí da fila e do super-mercado. Vocês não repararam?
Ora, minha gente, eu havia ido ao super-mercado para comprar atum, mas a criança disse aquela onomatopéia como segunda palavra da vida, e eu fui embora para casa!
Eu sei que sou um sociólogo muito conceituado, mas equívocos como estes, se espalhados pela grande imprensa, podem fazer eu perder minha reputação para gente mais gordinha!
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